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RAMPAS EM CONCRETO ARMADO (PEDESTRES)

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HISTÓRICO

Com o desenvolvimento das grandes civilizações como Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma, a humanidade desenvolveu e produziu engenharias e tecnologias que moldaram não apenas a arquitetura, mas a cultura e identidade dos povos de todo o planeta. Essas tecnologias se desenvolveram a partir do pensamento lógico e do estudo da geometria e que trouxeram muitas soluções úteis para os desafios dos nossos antepassados, entre elas a rampa.

Os primeiros povos que utilizaram a rampa como elemento arquitetônico e como tecnologia de construção foram os sumérios, os babilônicos e os assírios. O centro de toda a civilização mesopotâmica eram os Zigurates. O acesso ao templo, situado no topo do Zigurate, se fazia por uma série de rampas construídas no flanco da construção ou por uma rampa espiralada que se estendia desde a base até o cume do edifício.

Já no Antigo Egito, as rampas ganhavam a característica de sistema de construção para erguerem as famosas pirâmides. Acredita-se que a pirâmide de Kéops, por exemplo, foi construída de dentro para fora com a ajuda de uma rampa espiralada. Os construtores erguiam uma rampa externa, feita de cascalho estruturado, para os primeiros 40 metros de altura e, a seguir, erguia uma rampa espiralada interna para completar o restante da estrutura. As Pirâmides do Egito eram estruturas antigas de alvenaria que serviam de túmulos para os faraós e seus consortes, hoje, existem mais de 118 pirâmides identificadas.

Os romanos foram os pais da engenharia: estradas, canalização de água corrente, construções monumentais e vãos enormes foram algumas de suas realizações. O Coliseu, a sua obra mais emblemática e símbolo do Império, é um desses visionários monumentos que utilizaram a tantos séculos e milênios atrás práticas rampas para circulação. Foram construídas rampas no interior do edifício que facilitavam o acesso às várias zonas de onde era possível visualizar os espetáculos que lá aconteciam, e que eram protegidas por barreiras e por vários arqueiros bem posicionados em passagens de madeira para o caso de algum acidente. No interior do edifício desenvolvia-se uma vasta área subterrânea de túneis e espaços onde se dava acesso à arena, aos prisioneiros ou feras que eram mantidos por baixo de todo o espaço. Todos projetados com rampas.

Mas, na história da arquitetura, as rampas não se limitam apenas a soluções de acessos. As gerações modernistas do século XX trouxeram não só a tecnologia, mas novas possibilidades formais. A rampa começa a ser também um elemento estético e formal, que determina conceito e é o protagonista de obras dos mais célebres arquitetos.

Para saber mais, leia em: Rampas

Texto: Acad. Andressa Mueller

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QUANDO UTILIZAR?

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Gráfico adaptado do original publicado em:
“Ramp – Elements of Architecture – 14. International Archictecture Exhibition, la Biennale di Venezia. p.80 [Organizado por Rem Koolhaas]

Rampas não excluem a presença da escada no projeto, demandam espaço por causa da inclinação. Por questões de acessibilidade sempre que houver escada, terá a necessidade de uma rampa ao lado.

Para saber mais, leia em: Norma 9050 – Releitura rampas

Texto: Acad. Mateus Rebelo Hofstatter

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COMO DIMENSIONAR?

O dimensionamento de rampas em concreto armado deve seguir as mesmas etapas de dimensionamento de lajes maciças de concreto armado, ditados pela NBR 6118: 2013.
As espessuras que normalmente variam de 7 a 15cm, lembrando que a previsão de cargas baseada no uso da estrutura, nos mostra espessuras mais usuais como (valores mínimos):

  1. 5 cm para lajes de cobertura não em balanço;
  2.  7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço;
  3. 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN;
  4. 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN.

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COMO CONSTRUIR?

Podemos pensar na sequência de execução, como sendo:
1. Confecção de forma de madeira sobre escoramento;
2. Execução de armadura, com o posicionamento das barras de aço, conforme projeto verificando os comprimentos de ancoragem;
3. Concretagem, onde o traço de concreto deve produzir um concreto com índice de fluidez mais baixo, na tentativa de garantir que ele não se deposite todo, por gravidade, no pé da rampa.

Vídeo de execução:

Texto: Prof. José Ernesto de Azevedo Nadalon

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E O BALANÇO?

Rampas em balanço, também devem pensadas como lajes. O apoios das lajes podem ser feitos por vigas em balanço, engastadas em outras vigas da estrutura formadora da edificação. Veja mais sobre lajes de concreto armado no nosso post sobre o assunto.

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COMO REPRESENTAR?

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Desenho: acad. Mateus Rebelo Hofstatter

Para fazer o download do arquivo de SketchUp, clique aqui

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Desenho: acad. Natália Kunzler

Para fazer o download do arquivo de SketchUp, clique aqui

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PARA SABER MAIS:

Mastábas / Pirâmides:
http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/mastaba/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mastaba
• O Egipto – da Pré-história aos Romanos” Arquitetura Universal da Taschen. WILDUNG, Dietrich.
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foram-erguidas-as-piramides-do-egito
http://www.infoescola.com/historia/piramides-do-egito/

Roma:
• “O Império Romano – dos Etruscos ao declínio do Império Romano” Arquitetura Universal da Taschen. STIERLIN, Henri.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coliseu
http://www.sohistoria.com.br/ef2/roma/p7.php

Modernismo:
• “Depois do movimento moderno: arquitetura da segunda metade do século XX” Montaner, Josep Maria, 2001.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer

Gráfico de Inclinações:
• Gráfico adaptado do livro “Ramp – Elements of Architecture – 14. International Archictecture Exhibition, la Biennale di Venezia. p.80 [Organizado por Rem Koolhaas]

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Categorias:Sem categoria
  1. Alessandra Brito
    28 de março de 2017 às 20:59

    Muito legal! Parabéns!

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